"Na média, o empregado
brasileiro não vale o que custa"
Os números comprovam essa dura
realidade.
Os dados abaixo são médios de 2011 e foram extraídos das seguintes fontes:
Os dados abaixo são médios de 2011 e foram extraídos das seguintes fontes:
1.
Estudo realizado em 72 países pela OIT - Organização
Internacional do Trabalho e divulgado pela imprensa no
dia 30/03/2012;
2. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) feita pelo IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e divulgada no dia 21/09/2012; e
3. Pesquisa feita pelo Instituto The Conference Board dos Estados Unidos e publicada em 17/03/2012.
Os dados foram compilados, organizados, analisados e interpretados por mim, Prof. Faccin.
2. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) feita pelo IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e divulgada no dia 21/09/2012; e
3. Pesquisa feita pelo Instituto The Conference Board dos Estados Unidos e publicada em 17/03/2012.
Os dados foram compilados, organizados, analisados e interpretados por mim, Prof. Faccin.
Segundo esses estudos, são
necessários 5,36 trabalhadores brasileiros para produzir
o mesmo que um trabalhador americano. Isso significa que
o empregado brasileiro leva uma semana para produzir o
mesmo que um empregado americano produz em um dia.
Assim, mesmo ganhando bem mais que o brasileiro, o
americano custa bem menos para a empresa americana, o
que permite a ela ter muito mais lucro.
O trabalhador americano ganha,
em média, R$ 6.526,00 por mês e a empresa americana tem
um custo adicional de mais 9,75%* de encargos e
benefícios sociais perfazendo um total de R$ 7.162,29.
E, a empresa americana fatura, em média, R$ 17.661,50
por trabalhador o que significa que o custo da mão de
obra representa 41% do faturamento (7.162,29 /
17.661,50).
No Brasil, cada trabalhador
ganha, em média, R$ 1.345,00 por mês e a empresa
brasileira tem um custo adicional de mais 102,50% de
encargos e benefícios sociais perfazendo um total de R$
2.723,73. E, a empresa brasileira fatura, em média, R$
3.294,00 por trabalhador o que significa que o custo da
mão de obra representa 83% do faturamento (2.723,73 /
3.294,00).
Resumo Tabular
Empregado Remuneração Média do
empregado Encargos e Benefícios Custo Total da Mão de
Obra Faturamento por Empregado Custo % da Mão de Obra
Margem % da Empresa Americano R$ 6.526,00 9,75% R$
7.162,29 R$ 17.661,50 41% 59% Brasileiro R$ 1.345,00
102,50% R$ 2.723,63 R$ 3.294,00 83% 17%. Em outras
palavras, em média, de cada R$ 100,00 faturados pela
empresa brasileira, R$ 83,00 são destinados para cobrir
os custos da mão de obra, enquanto que nos Estados
Unidos apenas 41% são gastos com essa finalidade.
Ao não terem o hábito de fazer
esse tipo de cálculo, de um lado e administrar a empresa
apenas com base no "Fluxo de Caixa", de outro, as
empresas têm a impressão de que são mais lucrativas do
que elas realmente o
são. A questão é que como os encargos diferidos ou direitos futuros dos trabalhadores, ficam no caixa para desembolso posterior, o caixa apresenta um falso saldo positivo. Faça o cálculo para a sua empresa e veja que, se todos os empregados forem corretamente registrados, dificilmente o resultado será muito diferente disso.
são. A questão é que como os encargos diferidos ou direitos futuros dos trabalhadores, ficam no caixa para desembolso posterior, o caixa apresenta um falso saldo positivo. Faça o cálculo para a sua empresa e veja que, se todos os empregados forem corretamente registrados, dificilmente o resultado será muito diferente disso.
Para tanto, tome o valor nominal
total da folha de pagamento (inclui todos os empregados,
inclusive administrativos) e multiplique por 2,025 para
incluir os encargos e benefício sociais (102,5%) e
divida pela quantidade de empregados para conhecer a
remuneração média. Depois, divida o faturamento médio
mensal da empresa pela quantidade de empregados para
conhecer o faturamento médio por empregado (esse será o
índice de produtividade da sua empresa).
Em seguida, divida o salário
médio pelo faturamento médio e multiplique por 100 para
ver quanto o custo da mão de obra representa
percentualmente do faturamento.
Lamentavelmente, a produtividade do empregado brasileiro é tão medíocre que perde feio até mesmo para os nossos vizinhos da América Latina.
Lamentavelmente, a produtividade do empregado brasileiro é tão medíocre que perde feio até mesmo para os nossos vizinhos da América Latina.
Imagine que até os nossos "hermanos
argentinos" produzem em um dia o mesmo que o brasileiro
leva dois dias para produzir. Perdemos feio também para
o trabalhador mexicano, chileno e até para os
trabalhadores da República Dominicana, Santa Lúcia,
Venezuela, Costa Rica, Uruguai, Peru, Colômbia e
Guatemala. Para vergonha nacional, o trabalhador
brasileiro só produz mais que os trabalhadores da
Bolívia e do Equador.
Ao tomar contato com essa dura
realidade, se você é empregado e quer ganhar mais, já
sabe que isso só será possível se produzir mais. E, meu
conselho é que você procure fazer isso: tente produzir
mais. Você pode e deve. Como diz o dito popular,
"brasileiro não desiste nunca". Então vamos lá. Vamos
virar esse jogo.
Veja o exemplo do empregado
americano que ganha em média 4,85 vezes mais que o
brasileiro e ainda assim propicia muito mais lucro para
a empresa na qual
trabalha, tornando-a muito mais saudável e útil socialmente. Se você é empresário, saiba que esse problema da baixa produtividade só pode ser resolvido com pesados investimentos em qualificação da mão de obra; com o estabelecimento de metas factíveis, mas rígidas e crescentes; com rigoroso sistema de controle e avaliação; com tolerância zero para com o desperdício;
e com a substituição sumária dos empregados que insistem em ser improdutivos. Afinal, com números não se brinca.
trabalha, tornando-a muito mais saudável e útil socialmente. Se você é empresário, saiba que esse problema da baixa produtividade só pode ser resolvido com pesados investimentos em qualificação da mão de obra; com o estabelecimento de metas factíveis, mas rígidas e crescentes; com rigoroso sistema de controle e avaliação; com tolerância zero para com o desperdício;
e com a substituição sumária dos empregados que insistem em ser improdutivos. Afinal, com números não se brinca.

